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duminică, septembrie 25, 2005

Chávez proíbe mineradoras multinacionais na Venezuela

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou que o governo vai cancelar todas as concessões no setor de mineração, acrescentando que não dará mais negócios às empresas multinacionais para manter a soberania sobre os recursos naturais do país.
Chávez, que informou durante a semana a revogação de "algumas concessões inativas em mineração", afirmou que não dará novas autorizações às mineradoras multinacionais. Para ele, essas empresas desejam apenas monopolizar os recursos do planeta.
"Há pouco tempo, por exemplo, decidimos (...) cancelar todas as concessões em mineração. Não damos mais concessão a transnacionais", disse ele.
A decisão não afeta os planos da Companhia Vale do Rio Doce de explorar carvão no país vizinho, afirmou um porta-voz da mineradora brasileira. "Não muda nada para a Vale. Estamos finalizando estudos para fazer associações com a estatal Carbozulia", informou o porta-voz à Reuters. A Vale assinou, em fevereiro deste ano, acordo com a estatal venezuelana reafirmando a intenção de criar uma joint-venture para explorar a jazida carbonífera de Socuy e outras jazidas no Estado de Zulia, informou o porta-voz.
O anúncio de Chávez acontece após declarações sobre a criação de uma empresa estatal para cuidar dos recursos minerais. O presidente disse que a estatal será localizada na área de Las Cristinas, onde a canadense Crystallex International aguarda há meses para construir uma mina de ouro.
Chávez comentou que algumas multinacionais costumam abandonar as concessões que ganham.
"Eles as convertem num papel, 'eu sou o dono desta mina, tenho esta concessão'; e vão pelo mundo dizendo que têm tantas reservas de ouro, mas nunca as vão explorar", disse Chávez.
A Crystallex afirmou que o seu contrato na mina de Las Cristinas está seguro, apesar dos comentários do presidente. "Não há absolutamente nenhuma evidência, tampouco nenhuma notificação, nada que diga o contrário", disse à Reuters o presidente da Crystallex, Todd Bruce, ao ser perguntado sobre se havia alguma oportunidade de que o contrato fosse revogado pelo governo.
Outras empresas estrangeiras como a norte-americana Hecla Mining e a canadense Bolivar Mining têm concessões e contratos para operar minas de ouro na Venezuela, onde os recursos do subsolo são legalmente propriedade do Estado.
Chávez ordenou neste ano uma ampla revisão dos contratos de mineração, de petróleo e de indústrias básicas com capital estrangeiro, incluindo os de produção de ouro e de alumínio. (Fonte: Reuters)

joi, august 18, 2005

Pequeno investidor poderá ter poço de petróleo no Brasil

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) decidiu estimular o surgimento no Brasil do pequeno explorador de petróleo, fenômeno que já ocorre em outros países, como os Estados Unidos. Em outubro, uma licitação da ANP venderá 17 áreas terrestres devolvidas pela Petrobras por até R$ 1 mil.
Essas áreas, localizadas no Nordeste, foram abandonadas pela estatal do petróleo porque a produção não cobria os custos da empresa. O ditretor da ANP Newton Monteiro afirma, no entanto, que os campos poderão ainda produzir um volume considerável de petróleo, permitindo o surgimento de produtores independentes no país.
De acordo com reportagem publicada no jornal O Globo, a estimativa é que cada poço seja capaz de produzir 20 a 30 barris diários. Segundo cálculos da ANP, o retorno em apenas um poço poderá alcançar US$ 400 mil (cerca de R$ 940 mil) em um ano, para um investimento máximo de R$ 300 mil.
"Nos Estados Unidos, cerca de 25 mil pequenos empresários produzem cerca de 2,2 milhões de barris por dia, muito mais do que a Petrobras. Então, pensamos: por que não tentar atrair o pequeno empresário nacional para produzir petróleo?", afirmou Monteiro.
O edital com os detalhes da licitação das 17 áreas será publicado no próximo dia 23. A documentação com os dados geológicos custa em torno de R$ 200 e os lances mínimos variam de mil reais a R$ 3 mil. O capital inicial mínimo estimado para a operação é de R$ 10 mil. O equipamento para a exploração será alugado pela própria ANP.
Os interessados no leilão dos poços da ANP podem obter informações pelo site da nova rodada de licitações (www.brasil-rounds.gov.br) ou na página da ANP (www.anp.gov.br). (fonte: Invertia)