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marți, octombrie 24, 2006

"Licenciamentos e registos maus para negócios em Portugal"

"Portugal está no 40.º lugar entre 175 países no índice Doing Business 2007 do Banco Mundial. Isto significa uma subida de cinco lugares em relação à versão do ano anterior deste índice, que mede como o enquadramento jurídico de um país facilita ou prejudica o ambiente de negócios.
A subida deve-se quase exclusivamente a um dos indicadores: a facilidade de abrir empresas, onde Portugal 'saltou' 80 posições (de 113.º em 2006 para 33.º em 2007) devido ao programa "empresa na hora". Em outros indicadores, contudo, Portugal continua muito atrasado: no registo de propriedade (98.º), no licenciamento de construções (115.º) e no mercado laboral (155.º).
O Doing Business tem um âmbito muito específico: 'Cobre somente os regulamentos que regem os negócios', lê-se no documento. Ou seja, não tem em conta a qualidade da infra-estrutura do país, a formação da sua força de trabalho ou a competitividade da sua economia.
'Assim, embora a Namíbia se classifique quase como Portugal em facilidade para fazer negócios, isto não significa que as empresas estejam tão ansiosas por operar em Windhoek como em Lisboa.' O que o Banco Mundial procura é comparar os quadros jurídicos de 175 países e apontar quais é que são mais propícios a um bom clima de negócios.
'A grande vantagem do Doing Business é que permite saber que áreas melhorar, e de que formas específicas', disse ao PÚBLICO Rita Ramalho, uma das autoras do relatório, que ontem apresentou em Lisboa. Em que áreas é que Portugal pode melhorar? 'O registo ou transferência de propriedades', diz Ramalho. 'Leva 81 dias a transferir propriedades, e há uma duplicação entre notários e conservatórias.'
Outra área é o licenciamento de obras: 'Leva muito tempo a obter uma licença de construção. Para um armazém, que é o edifício mais simples que pode haver, leva 227 dias a obter licenças. Se é assim, imagine-se para construir um prédio de 18 andares!', diz Rita Ramalho.
'A maior demora é nas autarquias, que controlam este processo. Podia haver simplificação, por exemplo estabelecer prazos-limite [de concessão de licenças], como no Canadá.'
Na apresentação do relatório, a coordenadora da Unidade de Coordenação da Modernização Administrativa (UCMA), Maria Manuel Leitão Marques, fez uma avaliação positiva do Doing Business - mas questionou alguns pontos concretos. Por exemplo, como é possível a Itália estar tão mal posicionada no índice (82.º lugar), ou porque não são incluídos outros critérios de avaliação, 'como factores sociais, casos da saúde ou da educação'.
O ranking do Doing Business é liderado por Singapura, seguido pela Nova Zelândia e pelos EUA. O que é estes países estão a fazer bem? 'Estão muito centrados nas necessidades das empresas', disse ao PÚBLICO Caralee McLiesh, outra das autoras do relatório. 'Têm uma estratégia muito ponderada, e todos fizeram uma grande aposta na Internet. São países onde o Estado continua a ter regulamentos muito fortes, mas fáceis de cumprir.'." (Pedro Ribeiro - Público, 24/10/2006)

marți, ianuarie 24, 2006

UE quer tarifa para evitar monopólio do álcool brasileiro

Bélgica, França, Itália, Lituânia, Áustria e Chipre pediram hoje, durante o Conselho de Agricultura da União Européia (UE), "tarifas altas", para evitar que o Brasil e outros grandes produtores "monopolizem" os mercados de bio-carburantes, informaram fontes comunitárias.
Estes seis países reivindicaram que a manutenção dos impostos alfandegários "suficientemente altos" para dissuadir a UE da importação de matéria-prima como soja, cereal ou açúcar, utilizada na elaboração de bio-combustível e inclusive frear as compras maciças do próprio produto transformado.
Segundo as fontes, estes países consideram que se essas tarifas não forem mantidas, existe o risco que estados como o Brasil monopolizem o comércio dessa fonte de energia renovável, o que impediria o desenvolvimento de setor europeu competitivo.
Em conseqüência, temem que a UE "seja dependente" dessa fonte de energia renovável, "da mesma forma que ocorre atualmente com o petróleo ou o gás", segundo as fontes, que ressaltaram neste sentido o alerta dos problemas entre Rússia e Ucrânia.
O Brasil é líder na venda de bio-etanol (produzido a partir de um álcool que se fabrica com cana-de-açúcar).
A comissária européia de Agricultura, Mariann Fischer Boel, descartou, em entrevista coletiva, a imposição de tarifas altas para as importações de bio-carburantes.
"Não rejeitaremos as importações de bio-etanol do Brasil", acrescentou Fischer Boel.
Neste sentido, lembrou que nas negociações em curso entre a UE e o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) as concessões em bio-etanol "são um elemento de discussão".
Por outro lado, a comissária anunciou aos ministros de Agricultura da UE que no final deste ano a Comissão apresentará um relatório a fim de revisar os atuais sistemas de subsídio ao fomento de cultivos para bio-carburante.
Desde a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) em 2003, existe uma ajuda de 45 euros por hectare à produção de cereais ou beterraba, destinados ao bio-combustível, para uma extensão máxima de 1,5 milhão de hectares.
Além disso, a Presidência austríaca da UE espera que em junho os países-membros tenham decidido uma estratégia comunitária a fim de fomentar o uso de biomassas nos carburantes, segundo o ministro de Agricultura de Áustria, Joseph Proll.
Em fevereiro, a Comissão divulgará uma proposta para fomentar os bio-carburantes na UE e nos países em desenvolvimento.
Fonte: Agência EFE

Greve de funcionários pode levar Alitalia à falência

A companhia aérea italiana Alitalia está à beira da falência devido à greve de funcionários, que já dura quatro dias e provocou o cancelamento de mais de 500 vôos, segundo o ministro do Trabalho, Roberto Maroni.
"Se a Alitalia não tem força para se defender da concorrência e encontrar os recursos necessários, deve apresentar os livros contábeis ao tribunal para decretar concordata", disse Maroni. "O governo deverá se preocupar rapidamente em tentar preservar os postos de trabalho. Acho que há boas perspectivas para criar uma nova estrutura para substituir a Alitalia", comentou.
A companhia está passando por um período delicado, pois foi obrigada a cancelar mais de 500 vôos desde o início da greve, quinta-feira passada. Só na segunda-feira, 181 vôos foram anulados, entre os quais 95 internacionais.
Segundo a Associação de Transporte Aéreo italiano, a Assaereo, um dia de greve custa cerca de 20 milhões de euros (cerca de US$ 24 milhões).
Os representantes sindicais da companhia decidiram suspender a greve semana passada para não agravar os problemas da Alitalia, mas o pessoal da companhia nacional não aceitou.
Porém, o chefe de Governo da Itália, Silvio Berlusconi, foi prudente com relação à quebra da companhia aérea nacional: "É complicado pensar em algo assim".
"Precisamos levar em conta o orgulho que é para nós possuir uma companhia aérea nacional. Mas também é verdade que, se os funcionários não fizessem dezenas e dezenas de greve, as coisas iriam muito melhor", comentou Berlusconi.
O pessoal da Alitalia entrou em greve no dia 19 de janeiro passado para protestar contra as novas medidas econômicas adotadas pela direção que incluem redução de pessoal, segundo os sindicatos do setor.
Além disso, os funcionários criticam a estratégia comercial da empresa de decidir comprar a companhia de baixo custo Volare, também em crise, por 38 milhões de euros.
"Estou perplexo. A Alitalia tem empregados que estão em greve técnica e compra outra companhia. Quem pode fazer alguma coisa? Decretar também para os novos funcionários uma greve técnica?", questionou o ministro para as Reformas, Roberto Calderoli (da Liga do Norte), em entrevista à imprensa.
A Alitalia lançou um plano de recuperação no fim de 2004 que prevê a demissão de 3.700 funcionários e a separação dos serviços de terra e as atividades de transporte.
Nos últimos dez anos, a Alitalia registrou oito prejuízos. A direção prometeu a voltar a dar lucros em 2006, o que parece difícil.
O Estado italiano reduziu sua participação na companhia a 49,9% e deverá diminuir ainda mais esta parcela em 2006, até ficar com 30%. (Fonte: Agência EFE)

miercuri, noiembrie 30, 2005

Assembléia de credores da Parmalat terá de ser retomada em dezembro

A Parmalat Alimentos realizou nesta segunda-feira a primeira assembléia com credores para discutir o plano de recuperação judicial. Apesar de os credores terem apresentado sugestões, as propostas terão de ser rediscutidas em nova assembléia, marcada para 13 de dezembro, quando receberão as respostas dos representantes da empresa.
"Vamos analisar o documento entregue por eles e a assembléia será retomada no dia 13 de dezembro", disse Thomas Felsberg, do escritório Felsberg e Associados.
De acordo com ele, a assembléia contou com a presença de 70% dos credores. "O processo foi bastante construtivo", enfatizou o advogado. Estima-se que a Parmalat tenha uma dívida de quase R$ 1 bilhão e mais de 10 mil credores.
Decisões tomadasSegundo o advogado da empresa, algumas medidas importantes foram tomadas nessa primeira assembléia. A primeira foi a constituição um comitê de credores, formado por três representantes indicados pela assembléia -Bank of América, Bicbanco e Tetra Pak- e também foram eleitos os suplentes -Bank Boston, Banco Sumimoto e a empresa de embalagens Rimet.
A assembléia dos credores aprovou que sejam encaminhadas as tratativas para a venda das ações pertencentes à Parmalat Alimentos (51% do total do capital) na Batávia, empresa de alimentos sediada no Paraná, sujeitas à aprovação final da assembléia de credores.
Essa medida dá continuidade às ações que já foram implementadas nesse sentido.
Os credores aprovaram também a venda de um imóvel não operacional. O valor obtido com a venda será depositado pelo comprador em juízo e sua liberação estará sujeita à aprovação do plano de recuperação da empresa.
A aprovação efetiva do preço de venda dos ativos não operacionais terá de ser aprovada em reunião do comitê de credores.
Além disso, foram apresentadas emendas e propostas alternativas ao plano de recuperação elaborado pela Parmalat. A assembléia estabeleceu até hoje como o limite para o recebimento de outras sugestões dos credores. (Fonte: Gazeta Mercantil)

miercuri, noiembrie 23, 2005

Burger King é acusado de humilhar vacas em comercial

Uma propaganda que mostra uma vaca vestida com as cores da rede de lanchonetes norte-americana Burger King gerou protestos na Inglaterra. Alguns consumidores consideram a imagem "grotesca" e "ofensiva contra os animais".
Segundo a Advertising Standards Authority (ASA), órgão que regulamenta a publicidade no Reino Unido, mais de 70 reclamações contra o anúncio foram protocoladas nos últimos dias.
O comercial foi criado para divulgar uma nova linha de sanduíches de baguete da rede. Vendidos a 1,99 libra esterlina (equivalente a R$ 7,58), os lanches tem diversas opções de recheio, como carne bovina e de frango.
"A maioria dos consumidores afirma que a idéia de que a vaca do anúncio vai virar hambúrguer é ofensiva. É uma exploração do animal", afirma uma porta-voz da ASA, citada pelo jornal The Daily Telegraph.
A subsidiária britânica do Burger King afirma que a intenção do anúncio não era a de ofender os consumidores. "A campanha é leve, divertida, jamais pensamos que iriamos provocar tanta ira", afirmou a empresa em comunicado oficial. (Fonte: Invertia)

Rhodia amplia capital em 604 milhões de euros para conter dívida

O grupo químico francês Rhodia anunciou hoje o lançamento de uma ampliação de seu capital no valor de 604 milhões de euros para reduzir sua dívida e financiar projetos de desenvolvimento industrial.
O aumento de capital será realizado mediante a criação de 549.134.383 ações com valor nominal de um euro, em cuja subscrição os atuais acionistas da Rhodia terão um direito preferencial, explicou a empresa em comunicado.
A posse de oito ações atualmente dará direito a subscrever sete novos títulos a um preço de 1,1 euro cada uma, precisou.
A subscrição acontecerá durante duas semanas, entre 24 de novembro e 7 de dezembro, e ao longo deste período, os direitos preferenciais serão negociados e serão cotados na Bolsa de Paris Euronext.
A entrega e a cotação dos novos títulos está prevista para 20 de dezembro.
O presidente do Grupo, Jean-Pierre Clamadieu, afirmou que "este aumento do capital nos dará meios de ganhar nosso futuro" e assegurou que com sua reestruturação, a "Rhodia está em condições de desenvolver-se com êxito nas atividades escolhidas".
A Rhodia explicou que após dois anos dedicados a sua recuperação, a empresa está cumprindo seus objetivos: o reforço de seus rendimentos financeiros a médio prazo, a racionalização de sua bolsa de atividades, a simplificação das estruturas e a melhora de seus resultados operacionais.
Quanto a suas prioridades, destacou duas: o "desenvolvimento rentável" de seus negócios de materiais de química de aplicações e a geração de fluxo de caixa nas atividades orgânicas e de serviços.
A companhia disse que baseará a melhora de sua rentabilidade em "excelência operacional, desenvolvimento em zonas geográficas com forte crescimento e uma pesquisa seletiva no desenvolvimento de novas tecnologias e aplicações". (Fonte: Agência Efe)

Falha de segurança obriga Audi a fazer recall de carro de luxo

A Audi comunicou nesta terça-feira que vai fazer recall de modelos A6, por problemas no acionamento do sistema de air bag.
Conforme a montadora, o mecanismo pode sofrer atraso no acionamento e por isso convocou os proprietários desses veículos a procurarem por uma oficina autorizada para efetuar os reparos necessários.
"Em caso de acidente, o acionamento da bolsa de ar dianteira do motorista e do passageiro pode ocorrer com atraso. A avaria foi detectada porque, em casos excepcionais, os sensores de aceleração não enviam a tempo a informação necessária à unidade de controle dos airbags", diz a nota oficial da montadora.
De acordo com a Audi, nenhuma peça precisa ser trocada, e até o momento não houve reclamações de clientes quanto ao acionamento dos airbags.
No Brasil, o recall abrange 179 veículos, fabricados no período de fevereiro de 2004 a março de 2005. A montadora se comprometeu a comunicar os proprietários dos carros a procurarem uma concessionária da marca. (Fonte: Reuters)

sâmbătă, noiembrie 12, 2005

Nike e Puma fazem Adidas trocar listas por corrente

Depois de mais de 30 anos estampando os uniformes de atletas olímpicos, o logo de três listas da Adidas-Salomon vai ser trocado para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2006. Mas não por vontade da empresa: a alemã foi obrigada a se adequar às restrições de exibição de marcas impostas pelo Comitê Olímpico Internacional, informou o The Oregonian.
No lugar das listas, a Adidas vai colocar uma corrente formada pela repetição do número 3, que vai adornar mangas de camisetas e calças de atletas durante as competições dos Jogos Olímpicos de Turim, na Itália. Como não representa nenhuma marca corporativa, o símbolo não precisa respeitar os limites de 20 centímetros quadrados do COI.
A mudança é uma pequena vitória para a Nike, Puma e outros fabricantes de roupas esportivas, que vinham reclamando da falta de ação do COI diante do desrespeito da Adidas às restrições olímpicas.
Mas a Adidas espera encontrar uma solução melhor depois dos Jogos de Turim, afirmou o porta-voz da Adidas Jan Runau. O famoso logo das três listas vai continuar exposto nos uniformes de atletas em competições não olímpicas e nos produtos da marca.
"Acreditamos que todas as companhias devem ser submetidas aos mesmos padrões", disse Joani Komlos, porta-voz da Nike. "Se vai haver uma regra, ela deve ser imposta a todos igualmente".
A disputa chegou aos tribunais quando a Adidas entrou com processos contra fabricantes de roupas, como Steve Madden e Ralph Lauren, contestando seu uso de duas ou quatro listas em roupas. Atualmente a Nike está processando a Adidas nos Estados Unidos, requisitando o direito de usar listas em seus modelos de vestuário no país.
O novo design da Adidas recebeu a aprovação do COI, disse Runau, e será vista em atletas chineses, alemães, franceses e de várias outras nacionalidades durante as competições e premiações.
"Tivemos que criar um novo design para os jogos olímpicos e foi nossa meta criar um design que tenha conexão clara com a Adidas", disse Runau. "O principal para nós é que as três listas sejam vistas dia sim, dia não, em todos os esportes principais", completou Runau. (Fonte: Invertia)

Dona da Mercedes vende Mitsubishi para banco dos EUA

O gigante germano-americano do setor automotivo, Daimler-Chrysler, controlador da Mercedes-Benz, anunciou nesta sexta-feira a venda de sua participação de 12,4% na japonesa Mitsubishi Motors (MMC) para o banco de investimentos Goldman Sachs.
"A Daimler-Chrysler decidiu hoje vender suas últimas ações da Mitsubishi Motors Corporation", indicou a companhia germano-americana em comunicado.
A Daimler-Chrysler não deu detalhes sobre a operação. Segundo a Mitsubishi-Motors, a Goldman Sachs aumentou, assim, sua participação no capital da empresa para 13,45%.
Com esta transação, a Daimler-Chrysler informou que vai melhorar seu resultado financeiro (no qual estão especialmente compreendidos os ganhos e as perdas sobre suas participações e investimentos financeiros) de cerca de 500 milhões de euros (US$ 585 milhões) no presente exercício comercial.
A retirada completa do grupo germano-americano marca uma nova etapa no distanciamento do grupo japonês. No fim de abril de 2004, a Daimler-Chrysler deixou a MCC cair, ao reduzir sua participação em um vasto plano de reestruturação da sociedade japonesa, fortemente endividada.
A Mitsubishi Motors se beneficiou de uma recapitalização, fazendo cair a participação da Daimler-Chrysler de 37% a 20% e depois a 12,4%.
Os projetos atuais de cooperação da Daimler-Chrysler e da MCC não serão afetados pela venda, e continuarão como está previsto até agora, destacou, de qualquer forma, a Daimler-Chrysler.
Os dois fabricantes prevêem, inclusive, renovar e ampliar os projetos atuais que são "mutuamente benéficos".
A Mitsubishi Motors colabora especialmente com a Smart, a filial de automóveis menores da Daimler-Chrysler, fornecendo-lhe motores.
Com a Daimler-Chrysler e a sul-coreana Hyundai, o fabricante japonês mantém, além disso, um projeto de "motor universal" comum destinado a equipar os veículos dos três grupos.
"A Daimler-Chrysler está vendendo num bom momento. O dinheiro vai ajudá-la a aliviar o pesado fardo financeiro do plano social na Mercedes", comentou Michael Punzet, analista do banco LRP.
A filial Mercedes anunciou no fim de setembro 8.500 demissões na Alemanha, um drástico plano que vai obrigá-la a incluir uma carga de 950 milhões de euros (US$ 1,11 bilhão) no presente exercício.
A Mitsubishi Motors atravessa atualmente um momento difícil. No entanto, sua participação líquida está dividida em três no primeiro semestre do exercício 2004-2005, com uma redução de seu volume de negócios que foi parcialmente compensada por reduções de custos, segundo dados publicados na quinta-feira.
A empresa japonesa continua prevendo novos lucros para o exercício 2006-2007. (Fonte: AFP)

Orgias da Volks custaram mais de US$ 1 mi, diz auditoria

A empresa de consultoria KPMG apresentou hoje o relatório da auditoria realizada na Volkswagen, e apontou que dois ex-executivos da empresa, Helmuth Schuster e Klaus-Joachim Gebauer, gastaram mais de US$ 1 milhão em festas privadas com a contratação de prostitutas.
As orgias, que teriam acontecido inclusive no Brasil, já levaram 10 ex-funcionários da montadora para a lista de investigados pelo Ministério Público alemão desde o início do escândalo em julho deste ano.
Além de utilizar dinheiro da empresa para subornar lideranças sindicais e políticos, funcionários e ex-funcionários da empresa alemã são acusados de pedir ainda propinas a fornecedores da montadora e de criar companhias de fachada para conseguir contratos com a Volks. Na Índia, o governo local denunciou o pedido de benefícios em dinheiro para a abertura de uma suposta unidade da montadora.
Segundo reportagem publicada hoje na edição online do jornal Die Welt, a auditoria foi efetuada por determinação da Volks e envolveu 50 especialistas da KPMG, que examinaram cerca de 25,5 mil documentos e 400 mil arquivos digitais, com um total de 134 Gigabytes. Foram analisados documentos e informações do período entre de 2001 e 2005.
Os dois funcionários acusados de receber a maior parte do dinheiro desviado da empresa já deixaram a Volks. Schuster foi demitido em junho, cerca de um mês antes da saída de Gebauer.
Segundo a auditoria, Gebauer se apropriou de até US$ 1,09 milhão desde 2000, parte para despesas privadas como viagens e visitas a bares. Além disso, a empresa investiga 1,03 milhão de euros que teriam sido transferido para a apresentadora de TV e empresária brasileira Adriana Barros, ex-namorada do executivo Klaus Volkert.
Deste valor, Adriana teria deixado de apresentar notas justificando despesas de um total de 635 mil euros. Não há, segundo a auditoria, motivos ou prestação de algum serviço que justificassem os pagamentos. Ainda segundo o documento, o ex-presidente de Recursos Humanos da montadora Peter Hartz era o responsável pela liberação do dinheiro.
Presidente sabiaEm entrevista publicada hoje, Gebauer afirma que o presidente da Volks do Brasil, Hans-Christian Maergner, sabia do uso de dinheiro da empresa para a organização de orgias, e teria inclusive participado de festas em uma casa de prostituição em São Paulo.
Gebauer faz parte de uma lista de dez indiciados pela justiça alemã no escândalo de desvio de verba e suborno que atingiu a Volkswagen no primeiro semestre deste ano. Ele era o responsável pela ligação entre a direção da montadora e os sindicalistas do Conselho de Empresa. Gebauer sustenta que organizava as viagens de prazer e orgias sob ordens e conhecimento de seus superiores.
Segundo Gebauer, que voltou a acusar o ministro do Trabalho Luiz Marinho, o sindicalista Mario Barbosa e outros executivos da Volks brasileira de terem participado de festas promovidas pela empresa, o departamento de Recursos Humanos da Volks brasileira era responsável por uma espécie de "organograma sexual" do grupo.
Entre os participantes da festas promovidas no Brasil estariam Peter Hartz, ex-presidente de Recursos Humanos da Volks, Klaus Volkert, ex-presidente do Conselho de Trabalhadores da empresa, João Rached, diretor de Recursos Humanos da filial brasileira e o responsável da Volkswagen pela América Latina, Lauro Alcântara.
Sem respostaO advogado Wolfgang Kubicki, confirmou que nos próximos dias 21 e 25 de novembro Gebauer vai prestar depoimento ao ministério público alemão, quando apresentará provas materiais referentes às acusações feitas por meio de entrevistas. Segundo o site ABKNet, o advogado também frisou que, embora o ministro Luiz Marinho tivesse assegurado em nota que iria processar o ex-executivo, até agora nenhuma notificação judicial foi entregue a Gebauer.
Marinho afirmou, em nota à imprensa divulgada no dia 20 de outubro, quando foi publicada a primeira entrevista com Gebauer, que as acusações são "falsas e mentirosas". Marinho disse que iria acionar na Justiça os responsáveis "pelas calúnias e difamações que atentam contra a minha honra".
Já Mario Barbosa, também em nota oficial, diz ter recebido as denúncias com "surpresa e indignação".
"Reafirmo que nem eu nem o companheiro Marinho, em momento algum das várias viagens de trabalho que fizemos para a Alemanha, com agendas de mais 12 horas de trabalho, em longas jornadas de penosas negociações, tenhamos participado de qualquer evento na citada casa noturna, nem tampouco de qualquer outra atividade que não constasse da agenda de trabalho."
Barbosa afirmou ainda que as alegações de Gebauer só podem ser entendidas "como um ataque promovido por uma pessoa que, se vendo acuada por irregularidades cometidas, tenta desviar o foco da mídia sobre a apuração do esquema de corrupção do qual é acusado".
Na ocasião, a Volkswagen do Brasil também divulgou nota oficial. A empresa disse que não vai comentar as afirmações "feitas por um ex-empregado, demitido sumariamente sob a acusação de enriquecimento ilícito".
"Desde o início deste caso, a Volkswagen tem publicamente enfatizado que fará todos os esforços para obter o total esclarecimento dos fatos, a despeito de pessoas ou de suas posições na companhia", diz a empresa no comunicado. (Fonte: Invertia)

joi, noiembrie 03, 2005

Concorrentes derrubam estratégia olímpica da Adidas

A Adidas não vai poder exibir sua marca de três faixas como gostaria no uniforme de atletas nos Jogos Olímpicos. A empresa perdeu uma disputa com as rivais, de acordo com um jornal alemão.
O Comitê Olímpico Internacional decidiu vetar logos de empresas que tenham mais de 20 centímetros em uniformes durante os jogos, com validade a partir do torneio de Turim de 2006.
As rivais Nike e Puma haviam solicitado ao COI que evitasse que a Adidas fornecesse uniformes aos atletas com seu logo de três faixas em toda a extensão das roupas. "Nós aceitamos a decisão do COI", disse ao Süddeutsche Zeitung o diretor Herbert Hainer em uma entrevista.
Nos últimos 30 anos, a Adidas tem fornecido aos atletas uniformes com o logo estampado em mangas e calças, em uma tática de difundir a marca.
"As três faixas não serão vistas em mangas ou calças nos jogos de inverno de Turim de 2006", disse Hainer, acrescentando que a Adidas, no entanto, planeja uma solução "criativa" no futuro. "Vamos brincar com o número 3. Não posso dizer mais agora", acrescentou.
Adidas e Puma têm sido rivais por décadas depois que dois irmãos fecharam suas antigas lojas de sapatos esportivos na pequena cidade de Herzogenaurach, fundaram cada um a sua e nunca mais se reconciliaram. (Fonte: Invertia)

luni, octombrie 10, 2005

Justiça da Alemanha acusa deputado em escândalo de orgia na VW

A Justiça da Alemanha acusou um deputado regional do Partido Social-Democrata Alemão (SPD) no escândalo de má administração de recursos da Volkswagen e desvio de verbas para custeio de festas e orgias por indícios de colaboração, e, com isso, agora há quatro acusados neste caso.
O deputado do SPD Günter Lenz, também membro do conselho de vigilância da Volkswagen, é o novo acusado dentro deste escândalo.
A Procuradoria alemã tinha solicitado a suspensão da imunidade de Lenz, que é deputado no Parlamento da Baixa Saxônia, estado federado onde fica Wolfsburg, a sede central da Volkswagen.
Agora, o caminho está livre para realizar os procedimentos contra Lenz, acrescentaram fontes da Justiça alemã.
Lenz é responsável pela divisão de veículos industriais no conselho de vigilância da Volkswagen e, desde 1 de julho de 1999, é membro do grêmio deste controle da empresa.
Com a inclusão do deputado, o número de acusados no escândalo de desvio de recursos e suborno da Volkswagen sobre para quatro.
A Procuradoria também investiga o ex-diretor de pessoal da Volkswagen Peter Hartz, o ex-diretor de pessoal da filial Skoda Klaus Joachim Gebauer e o ex-diretor da marca tcheca Helmuth Schuster, por desvio de recursos da empresa.
Outro membro do conselho de vigilância da Volkswagen e deputado do SPD, Hans-Jürgen Uhl, pode ser investigado pela Procuradoria, mas para isso é necessário que o Parlamento suspenda sua imunidade política.
Hartz se demitiu ao revelar que vários diretores e representantes sindicais da Volkswagen tinham feito viagens a passeio com o dinheiro da empresa. Schuster e Gebauer foram afastados de seus cargos pela Volkswagen no meio do ano.
Gebauer, em entrevista publicada pelo semanário Stern, disse que a Volkswagen vinha organizando e pagando "freqüentemente", desde meados dos anos 90, os serviços de prostitutas e viagens de luxo para altos funcionários sindicais e diretores do grupo. (Fonte: Agência EFE)

sâmbătă, octombrie 08, 2005

Fábrica do avião gigante quer negociar com Boeing

O presidente da fabricante européia de aviões Airbus, Gustav Humbert, convidou hoje a concorrente americana Boeing para que negociem juntos uma solução para o caso de subvenções públicas, e declarou que o caminho precisa ser "político".
Em entrevista em Paris para apresentar oficialmente o lançamento do programa A350 da empresa, Humbert ressaltou que a Airbus renunciou ao financiamento público para o desenvolvimento deste aparelho, e pediu à Boeing que faça o mesmo.
"Tomamos uma decisão importante para que a porta das negociações com os Estados Unidos e a Boeing siga aberta. Esperamos que nosso concorrente faça o mesmo", afirmou.
A Airbus, consórcio aeroespacial europeu, é a fabricante do A380, o avião gigante, maior e mais cara aeronave já feita (para até 800 pessoas), que deve começar a voar comercialmente no ano que vem.
Os acionistas da Airbus anunciaram ontem a renúncia provisória aos empréstimos públicos para o financiamento do avião A350, concorrente do modelo 787 da Boeing. Ambos são aviões de porte médio, para menos de 300 passageiros.
Humbert comentou que o financiamento governamental não é imprescindível para a Airbus, que é capaz de arcar com os custos do A350.
Mas disse que os créditos estatais "respondem ao estímulo de que" a Boeing "possa jogar com as mesmas cartas", e que a concorrente "recebe muitas ajudas, muitas delas não reembolsáveis".
O programa do A350 foi avaliado em 4,350 bilhões de euros, disseram fontes da Airbus.
Humbert não revelou quantos aviões será necessário vender para que o projeto seja rentável, mas afirmou que o mercado dos aparelhos de longa distância e capacidade média, como o A350, é calculado em 30 mil unidades nos próximos 20 anos.
A fabricante européia já conta com 140 pedidos procedentes de nove companhias aéreas, e espera receber 60 novas solicitações antes de 2006.
O primeiro vôo de testes do A350 está previsto para 2009, um ano antes do início das operações em caráter oficial do aparelho.
Os responsáveis pela Airbus esperam que o programa conte com investimento estrangeiro, em particular da Rússia e da China, embora não se descarte também a presença da Índia entre os sócios do avião. (Fonte: Agência EFEP)

duminică, octombrie 02, 2005

US Airways completa fusão e volta à bolsa de NY

A US Airways, cliente da fabricante brasileira de aviões Embraer, e a America West Airlines completaram o processo de fusão nesta terça-feira, criando uma companhia que pretende aliar a eficiência da operação de baixo custo com o alcance e os serviços de uma grande empresa aérea.
"Hoje começamos novo capítulo da história da aviação", disse o presidente-executivo da America West, Douglas Parker, que irá dirigir a quinta maior companhia aérea doméstica dos Estados Unidos em passageiros transportados.
A nova empresa tem numerosos empecilhos a superar, incluindo histórico ruim de fusões no setor, contínuos altos preços dos combustíveis e o desafio de juntar milhares de pilotos sindicalizados, comissários de vôo e mecânicos em um único quadro de funcionários nos próximos dois anos.

A companhia aérea irá empregar cerca de 40 mil pessoas.
O acordo avaliado em mais de US$ 1,5 bilhão tira a US Airways da recuperação judicial depois de um ano de reestruturação.
Ele também testa a liderança e a capacidade visionária de Parker, estrela em ascensão no setor cuja decisão de acolher a quase falida e muito maior US Airways foi questionada por muito especialistas da indústria aérea.
A empresa lança serviços durante um dos momentos mais tumultuados da indústria aérea norte-americana, com três outras grandes companhias operando sob proteção judicial.
Junto com Parker estão investidores privados que contribuíram com US$ 565 milhões e irão controlar a empresa aérea combinada.
As companhias aéreas continuam a operar diferentes sistemas de reservas e sites na Internet no curto prazo. As milhas aéreas dos programas das duas empresas, acumuladas antes e depois da fusão, serão honradas.

Volta à bolsa de NY
A US Airways reapareceu nesta terça-feira na bolsa de Nova York. Cotada na bolsa com o símbolo LCC, cedia 3,18%, a US$ 20,38 em meados da sessão. (Fonte: AFP)

Carrefour fará troca de supermercados com concorrente

O Carrefour, segundo grupo do mundo no setor da distribuição, e a Tesco, número cinco, se dispõem a anunciar um intercâmbio de supermercados em terceiros países.
O francês Carrefour cederá a Tesco seus hipermercados na Eslováquia e na República Checa e receberá em troca os supermercados que o grupo britânico possui em Taiwan, informa hoje o jornal Financial Times.
O Carrefour quer retirar-se, segundo o periódico, daqueles mercados onde não tem uma posição dominante.
Por sua vez, a Tesco, atualmente a maior cadeia de distribuição na Eslováquia e a quarta mais importante na República Checa, quer ampliar sua presença na Europa central.
Trata-se da primeira vez que acontece um acordo deste tipo, que pode servir de modelo para outras grandes cadeias desejosas de consolidar suas posições em terceiros países, assinala o periódico econômico britânico.
Assim, o grupo americano Wal-Mart, primeiro do mundo nesse setor, estuda a possibilidade de comprar supermercados na Europa central e do Leste, segundo informaram seus responsáveis ao Financial Times.
Por isso, o acordo entre Tesco e Carrefour, o primeiro grupo entregará ao segundo cinco supermercados que possui em Taiwan em troca da rede de 15 hipermercados que o segundo possui nos dois países sucessores da antiga Checoslováquia.
Acredita-se que a Tesco pagará ao grupo francês uma soma adicional pela troca.
A Tesco tinha dificuldades para afiançar sua presença em Taiwan frente a forte concorrência do Carrefour, que inaugurou em agosto seu hipermercado de número 38 nessa ilha.
A decisão do Carrefour de deixar a República Tcheca, onde ocupa a sétima posição no setor da distribuição, e Eslováquia, na qual figura em sexto lugar, obedece a uma decisão da direção do grupo de seguir somente onde domina o mercado.
Em março, o Carrefour anunciou sua saída do Japão e México depois que o grupo anunciou uma queda de 15% no lucro líquido.
Contudo, assinala o Financial Times, os negócios do grupo francês em terceiros países superam em muito os da Texco, já que a metade de seus 90 bilhões de euros de número de vendas correspondem a seus 31 mercados internacionais.
No caso do grupo britânico, seus negócios internacionais -em 12 países- representavam no exercício que acabou em fevereiro passado apenas 20,5% de seus 37 bilhões de libras (por volta de 54 bilhões de euros) de número de negócios.
A Tesco, que tem uma cota de mercado de 30,3% no próprio Reino Unido, é também líder do setor na Eslováquia, Hungria e Polônia. (Fonte: Agência Efe)

duminică, septembrie 25, 2005

Chávez proíbe mineradoras multinacionais na Venezuela

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou que o governo vai cancelar todas as concessões no setor de mineração, acrescentando que não dará mais negócios às empresas multinacionais para manter a soberania sobre os recursos naturais do país.
Chávez, que informou durante a semana a revogação de "algumas concessões inativas em mineração", afirmou que não dará novas autorizações às mineradoras multinacionais. Para ele, essas empresas desejam apenas monopolizar os recursos do planeta.
"Há pouco tempo, por exemplo, decidimos (...) cancelar todas as concessões em mineração. Não damos mais concessão a transnacionais", disse ele.
A decisão não afeta os planos da Companhia Vale do Rio Doce de explorar carvão no país vizinho, afirmou um porta-voz da mineradora brasileira. "Não muda nada para a Vale. Estamos finalizando estudos para fazer associações com a estatal Carbozulia", informou o porta-voz à Reuters. A Vale assinou, em fevereiro deste ano, acordo com a estatal venezuelana reafirmando a intenção de criar uma joint-venture para explorar a jazida carbonífera de Socuy e outras jazidas no Estado de Zulia, informou o porta-voz.
O anúncio de Chávez acontece após declarações sobre a criação de uma empresa estatal para cuidar dos recursos minerais. O presidente disse que a estatal será localizada na área de Las Cristinas, onde a canadense Crystallex International aguarda há meses para construir uma mina de ouro.
Chávez comentou que algumas multinacionais costumam abandonar as concessões que ganham.
"Eles as convertem num papel, 'eu sou o dono desta mina, tenho esta concessão'; e vão pelo mundo dizendo que têm tantas reservas de ouro, mas nunca as vão explorar", disse Chávez.
A Crystallex afirmou que o seu contrato na mina de Las Cristinas está seguro, apesar dos comentários do presidente. "Não há absolutamente nenhuma evidência, tampouco nenhuma notificação, nada que diga o contrário", disse à Reuters o presidente da Crystallex, Todd Bruce, ao ser perguntado sobre se havia alguma oportunidade de que o contrato fosse revogado pelo governo.
Outras empresas estrangeiras como a norte-americana Hecla Mining e a canadense Bolivar Mining têm concessões e contratos para operar minas de ouro na Venezuela, onde os recursos do subsolo são legalmente propriedade do Estado.
Chávez ordenou neste ano uma ampla revisão dos contratos de mineração, de petróleo e de indústrias básicas com capital estrangeiro, incluindo os de produção de ouro e de alumínio. (Fonte: Reuters)

miercuri, septembrie 14, 2005

"O melhor e o pior do país segundo o Banco Mundial"

"Em Portugal são precisos em média 11 passos, 54 dias e um custo equivalente a 13,4 por cento do rendimento nacional líquido per capita (RNI) para abrir uma empresa. Mais 5 passos, mais 35 dias e mais 6,9 por cento do RNI que a média dos 20 países mais ricos da OCDE (entre os quais se inclui Portugal).
Portugal tem o 145.º mercado laboral mais rígido dos 155 países analisados pelo Banco Mundial. Este resultado é calculado através da média de três índices sobre a dificuldade de contratar ou despedir funcionários, sobre legislação de carga horária e níveis de indemnização de trabalhadores despedidos. O índice português tem o valor 58; a média da OCDE é 35,7.
Em Portugal um empresário médio tem de fazer 7 pagamentos por ano ao fisco, gastar 328 horas a tratar dos seus impostos e pagar o equivalente a 45,4 por cento dos seus lucros brutos ao Estado. Comparando com a média da OCDE, são menos pagamentos mas quase o dobro das horas gastas em burocracia; a carga fiscal é quase rigorosamente idêntica (na média da OCDE, é 46,1 por cento dos lucros brutos).
São precisos em média 6 documentos, 4 assinaturas e 18 dias de espera para despachar produtos para a exportação em Portugal - mais em todos os itens que na média da ODCE.
O indicador em que Portugal se sai melhor é em relação ao tempo e custo para encerrar uma empresa em caso de falência. Aí, Portugal está no 19.º lugar no ranking total, e tem resultados quase idênticos aos da média da OCDE. São precisos em média 2 anos para concluir um processo de falência, a um custo de 9 por cento do património da empresa falida, e com uma taxa de recuperação de 74,7 por cento para os credores." (Publico, 14/09/2005)

luni, iunie 06, 2005

"Distribuidores acusam cervejeiras de os quererem 'esmagar'"

Em declarações ao PÚBLICO, o presidente da associação, Afonso Barros Queiroz, afirmou que a entidade reguladora presidida por Abel Mateus deu, no ano passado, luz verde a alterações contratuais com os concessionários-distribuidores exclusivos das duas marcas, que 'penalizam, no entanto, a parte mais débil, que são os distribuidores'.
Está sobretudo em causa uma nova cláusula em que reservam para si os 'clientes directos, actuais e futuros' nas áreas que pertencem aos concessionários exclusivos. Para Barros Queiroz, 'pretende-se prosseguir o desvio da clientela dos seus concessionários-distribuidores exclusivos, sem compensação, mantendo os clientes que foram absorvendo no território dos concessionários e lançar mão dos futuros'. O responsável associativo contrapõe, por exemplo, a atribuição de compensações por desvio de clientela, numa área em que as cervejeiras se constituem concorrentes dos seus próprios distribuidores.
A Autoridade da Concorrência entende que as razões da APDCOB fazem parte dos direitos e obrigações das partes, portanto, 'do foro cível' e, assim, fora da alçada do direito da concorrência. Esta posição consta do parecer emitido por ocasião da aceitação dos novos termos contratuais das duas companhias.
Para a associação, tal significa, então, que 'as cláusulas ilegais e a perda dos direitos adquiridos pela parte mais fraca não foram objecto de apreciação e ainda menos de qualquer autorização'. É, aliás, nestes termos que a APDCOB condena o facto de a Central de Cervejas invocar globalmente a decisão da Autoridade da Concorrência, junto dos seus distribuidores, para a assinatura dos respectivos contratos.
A associação tem feito junto da entidade reguladora diversas diligências desde a decisão, por considerar que esta tem 'uma visão formalista da concorrência e que um contrato que esmague os distribuidores é um jogo cumulativo com o risco de o mercado ser cada vez mais fechado, em termos de acesso de outras marcas, exteriores' A interpretação é a de que 'é por esta via que se limita a concorrência', num mercado dominado pelas duas marcas e que lhes rendeu mais de 760 milhões de euros de vendas no ano passado -312 milhões para a Central de Cervejas e 420 milhões de euros para a Unicer.
As alterações aos contratos das cervejeiras, impostas pela AC, já tinham sido, por sua vez, suscitadas por denúncias da associação, que se mostra, todavia, insatisfeita com o resultado.

'Guerra' semelhante na Europa

A Unicer, cujo capital se encontra repartido entre o núcleo duro português (56 por cento) formado pelo grupo Violas, Arsopi e BPI, e pela Carlsberg (44 por cento), declarou que 66 por cento dos seus distribuidores aderiram até agora ao aditamento aos contratos de concessão e garante que os que recusem assiná-lo 'manterão o actual quadro contratual', que a AC considerava, no entanto, lesivo do ponto de vista da concorrência.
Quanto à Central de Cervejas, totalmente detida pela Scottish & Newcastle, desde 2003, referiu que 15 por cento dos distribuidores abrangidos assinaram o novo contrato, estando mais 17 por cento em negociação.
Na parte do mercado que concorre directamente com os seus distribuidores, a Central de Cervejas alega que a sua quota actual é 'idêntica' à de 2000, uma questão para a qual não foi possível obter resposta junto da Unicer. A APDCOB diz que o mercado das duas marcas tem crescido, nomeadamente nas zonas de grande consumo.
As duas cervejeiras foram nos últimos anos objecto de condenações por práticas anticoncorrenciais de abuso de posição dominante, quer por via das entidades reguladoras, quer por via judicial, em relação aos seus distribuidores exclusivos, todos eles PME. A decisão mais significativa foi emanada no ano passado pelo Supremo Tribunal de Justiça, que deu razão a um distribuidor da Unicer, condenando esta ao pagamento de indemnização. Para o pequeno sector da distribuição de bebidas, esta decisão faz jurisprudência.
O movimento que se verifica no país é semelhante ao verificado em outros estados europeus, em que as redes de concessionários distribuidores têm sido reduzidas ou suprimidas, tendo ocorrido o primeiro caso na Dinamarca, com a Carslberg, na década passada.
Para os padrões europeus, Portugal tem um número de concessionários considerado elevado face ao número de pontos de venda. O exemplo francês, que serve de referência para esta área, sugere que o número de concessionários para todas as marcas deveria rondar a centena, embora o país tenha mais do dobro, de acordo com as estimativas da associação, e segundo a qual mais de uma centena é da Unicer e cerca de 70 da Centralcer, sendo o resto de de marcas como a Tagus, Sumol e Cintra." (Público - Economia, 6 de Junho de 2005)